quinta-feira, 20 de novembro de 2014

A dúvida

Hoje dei por mim a pensar: "mas porquê tudo isto?". Talvez seja o tempo farrusco, as saudades ou simplesmente, a falta de paciência que hoje me assola e me acompanha. Uma bagagem que se começa a transformar num fardo... Uma atitude que desencadou outras tantas, e que ela própria foi consequência de movimentações anteriores.  A dúvida começa a crescer, a tornar-se dilacerante. Uma alma inquieta e com demasiadas interrogações.
"Mas porquê tudo isto?". Continua sem resposta. A cada vez que a pergunta se repete, mais e mais distante me torno de encontrar uma resposta. Respostas existem, claro, mas... quando somos demasiado cerebrais, procuramos respostas sérias, objectivas, pragmáticas, mas há dias (semanas, meses) que estas teimam em não aparecer.  Um dos meus mandamentos, é viver (ou tentar) sem dúvida. Quando a dúvida surge, começa a escalada. A epopeia de não descansar enquanto a dúvida não estiver desfeita. Mas a jornada é longa, a outrora alta montanha, é hoje um vulcão em erupção diária, que quanto mais se escala, mais longe se fica do cume. Mas quando o ponto de partida está mais longe do que a meta, não há outra solução senão continuar a caminhada. É um caminho sem retorno. A dúvida persiste, mas a caminhada para encontrar a solução, está em curso e assim continuará.
Hoje dei por mim a pensar: "mas porquê tudo isto?". Dei por mim a pensar e repensar e... não cheguei a conclusão alguma.

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